Sorte?
"A sorte é o que acontece quando a preparação encontra a oportunidade." Essa frase, repetida em palestras motivacionais e livros de autoajuda, sempre me intrigou. Ela sugere que o sucesso não é um raio que cai do céu, mas o resultado de estar com a casa em ordem quando a chance bate à porta.
Mas e a loteria, minha gente? Onde é que a preparação entra nesse balaio de gatos?
Se consultarmos qualquer dicionário, loteria é jogo de azar. Compra-se um bilhete com alguns números e reza-se para ser sorteado. A sorte é cega — aquela que não se importa com simpatias ou mandingas. Não há estratégia que garanta o prêmio; o resultado é, por definição, puro acaso.
Mas quem disse que a gente pensa assim? Ah, nós, humanos, com nossa teimosia inata, achamos que temos o condão de adivinhar o que vem no próximo sorteio. "Quais os métodos? Quais as mandingas?", sussurramos uns para os outros, como se houvesse uma fórmula secreta escondida nas entrelinhas do volante. E, acreditem, em qualquer fórum de loteria que se preze, a criatividade flui solta. Surgem as mais diversas formas de “preparação”, todas embaladas na promessa daquela esperança que teima em não se realizar.
Eu, por outro lado, já fiz de tudo e mais um pouco. Joguei com os números do aniversário, os do sonho, os da placa do carro. Já apelei para a intuição, para a razão, para a superstição. Resultado? Nada de grandes prêmios. Só pesco lambaris — aqueles pequenos peixes que dão um certo prazer, mas não enchem o cesto.
Ainda assim, cá estou eu, navegando pelas páginas de um fórum de loterias. Minha missão? Levantar os métodos apresentados, conferir o desempenho de cada um desde o início até hoje. Não sei se em busca da fórmula mágica ou apenas para satisfazer a curiosidade e, quem sabe, “esperançar”. Afinal, a esperança é a última que morre — especialmente quando o assunto é loteria.
Vou analisar qual método teve o melhor desempenho, qual criou mais expectativa, qual gerou mais discussões acaloradas. No fim das contas, o tempo dirá quem estava certo — ou quem simplesmente deu sorte no palpite. Porque, no fundo, a loteria continua sendo um jogo de azar. E talvez seja justamente essa a beleza dela: a chance de sonhar, mesmo sabendo que a sorte é uma dama caprichosa.